Archive for março \18\UTC 2012

Eat Street: comendo podrão

Meu mais novo vício televisivo é o canal Fox Life. Depois do Travel & Living channel, é onde eu mais busco programas inspiradores sobre duas paixões: comida e viagens. Dia desses parei no Eat Street programa que mostra o talvez mais renegado estilo gastronômico por aqui: o podrão. O que consigo entender é que barraquinhas e vendedores esbanjando carisma não são o suficiente para fazer do comércio informal gastrônomico um verdadeiro sucesso.

É necessário inovar e manter a qualidade do serviço não importa a condição de tempo ou lotação. Organização também parece ser prioridade, porque fico imaginando que sem uma linha de produção não é possível servir o prato do jeito que esses caras servem.

Separei uma receita sensacional: bolinhas de arroz com curry! Há! Sensacional! Fiquei com água na boca quando vi esse episódio…

Eles têm um app disponível para Android e Iphone para você encontrar o Food Truck com chilli fries, hot dogs, ou o que quer que você deseja, que esteja mais perto! Coisa linda!

Bacon Wagon

Sanduíche de carne assada com queijo

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Do Rio para Toronto. Oh, sorry.

Primeira experiência internacional não é mole não. Ainda mais sozinha. Em um momento você se dá conta de que se acontecer alguma qualquer coisa você não pode simplesmente ligar pra pessoa mais próxima e pedir ajuda. É difícil para uns, para outros é desafiador, é libertador. É por esse ângulo que eu tento imaginar.

Já faz um tempo que fui a Toronto, então pode ser que as lembranças mais fortes é que tenham se enraizado em mim, mas me recordo muito bem da luta entre a estranheza do lugar novo e seu conforto. Essas duas brigavam o tempo inteiro.

Como escolhi só ter aulas pela manhã, podia ficar o resto do dia fazendo passeios pela cidade toda… basicamente a pé. Pegava meu mapa e fazia os traçados na cabeça, me perdia, abria o mapa novamente, pensando sempre em repetir a cena do Joey em Londres:

– I might have to GO in the map!

Meu mapa lindo

O tempo inteiro sentia a diferença cultural, desde o atravessar a rua com o famoso sorry. Sim, sorry. Desculpas. All the time. Na primeira semana você acha bacana, quase se emociona com a educação alheia de pedir desculpas por esbarrar tão sutilmente em você. Porém, a partir da segunda semana enche a porra do saco. Não o bastante pra reclamar do pedido de desculpas, claro, aí é falta de educação. Mas incomoda esse verdadeiro excesso de zelo com alguém desconhecido.

Todo mundo fala do grande choque cultural quando voltamos. Cheguei tão anestesiada da dor (paradoxal) da volta que nem pensei sobre isso… Andava aérea no aeroporto (há) de Guarulhos, com a cabeça ainda na viagem, quando um sujeito apressado e mal educado deu um encontrão em mim. Nada de desculpas? Ok, ali estava meu choque cultural. Tinha voltado pra casa.