Archive for julho \27\UTC 2012

Sobre tradições e Godzilla

Estou viva. Não que alguém esteja de fato seguindo este blog e se perguntando “Ai meu Deus, cadê ela?”, é só mais uma forma de dizer mesmo. Voltei por um motivo nobre, para falar de uma paixão imensa que tenho que controlar aqui pelas bandas canadenses. A comida.

Primeiro de tudo queria falar que não, não sei o que a famosa cozinha canadense prepara. E na verdade quando mais culturas diferentes eu descubro, vejo que é tudo balela essa coisa cozinha tradicional. Estou tentando seguir nesse raciocínio para todas vez que me perguntarem sobre comida brasileira, responder algo diferente, como vatapá, feijão com arroz, acarajé, churrasco, bobó de camarão, bife com batata frita… O difícil vai ser a guerra com o inglês pra explicar aipim, azeite de dendê, feijão fradinho e por aí vai…

Fora que a comida muda de textura, de gosto, de cheiro e de tamanho quando muda de país. Exemplo. Dizem que em Vancouver tem mais restaurante japonês do que no Japão. Não, na verdade sou eu que estou dizendo isso, mas é porque tem muitos mesmo, um do lado do outro, é super fácil encontrá-los. Uns colegas me levaram em um que não tinha sashimi, me recusei a entrar. Como não tem sashimi, minha gente? Logo na frente tinha outro, com sashimi, sentamos e fizemos o pedido. Qual não é o meu espanto quando chega meu humilde pedido com rolls e sashimis. Fiquei na dúvida se era sashimi mesmo ou se era só o peixe inteiro sem escama. Ou se de repente era uma versão Super Size Me japa, um Sashimizilla, sei lá, muitos apelidos, olha o tamanho do pedaço do limão, minha gente!

Os rolls também não ficaram pra trás, gigantes de quase não caber na boca.  Eis que na semana seguinte fui até minha colega de classe japonesa e mostrei duas fotos: uma do sashimi de Itu e outra de um rodízio que fui na Liberdade em Abril. Ela afirmou com todas as letras que a versão brazuca é bem similar à japonesa. Então já sabem, quando quiserem comer comida japonesa for a do Japão, o Brasil é o lugar. #ficadica

Vancouver muito tem me interessado também pela quantidade de produtos orgânicos e integrais que vejo nos mercados, demonstra bem essa atmosfera sustentável que eles tentam passar all the time. Porém contudo todavia entretanto, o preço não é nada amigável, mas isso é pra tudo por aqui, não seria diferente. Apesar de que os preços de um Mercado pro outro mudam e muito, antes de comprar tento sempre dar uma pesquisada, não só economizo um pouco de produto em produto como acabo encontrando promoções. Adoro.

 

Caminho sem volta

O passeio programado era por Coal Harbour, amanheceu nublado e chuvoso e, no momento que eu ia trocar os planos, o sol abriu. Saí então num tal de bota casaco, tira casaco danado. Andando pelo bonito caminho à margem do mar, fui parar na entrada do Stanley Park, onde estive no dia anterior no Vancouver Aquarium. Resolvi andar mais um pouco. O tempo meio fechado ajuda nessas horas, você tem mais fôlego para continuar. E continuei. É bem bonita a paisagem, imagino que fique mais bonita ainda com o céu aberto e o mar refletindo o azul. Tudo muito limpo, organizado, canadense.

Passando pela área dos Totens, parei para observar, sempre quis entender direito o significado deles. E parece que cada um tem um. Num geral são guardiões, representam algum fato real ou místico cheio de significados para as famílias que os têm.

Depois dos Totems vi um caminho e pensei “vamos ver aonde dá”. E continuei a andar. O tamanho do parque é ridiculamente grande, nas minhas contas foi cerca de 10-12km andando ao redor dele. Não recomendo. A não ser que você esteja fazendo exercícios, o que não era o meu caso de calça jeans e all star. Do contrário, saiba bem onde está entrando, porque pode não ter volta. Ou melhor, a volta pode ser tão longe quanto o caminho à frente, se bem que foi com esse raciocínio que segui adiante e pude tirar essas fotos. ;)