Archive for the ‘Viagem’ Category

E o dinheiro, como faz?

Certamente a parte mais chata de uma viagem é a burocracia que envolve compra de moedas. Pelo menos pra mim, que não entendo muito dessa nobre arte da troca de câmbio e não sou tão organizada quanto gostaria de ser.

O dólar deu uma subida nessas últimas semanas o que atrapalhou um pouco os planos dessa que vos fala, mas como essa viagem não é adiável, entubei o aumento e saí pesquisando como louca a melhor forma para não perder tanto assim. O que falarei abaixo eu realmente pesquisei e coloco as fontes, se alguém tiver informações complementares e/ou diferentes, sinta-se livre para comentar.

VTM

Desde todo sempre (tá, uns 2 ou 3 anos) entendi que a forma mais segura contra alterações cambiais era o tal do cartão pré-pago. Mas, voltando no fato que eu não sou organizada, de nada adiantou saber essa informação. Então fica a dica 1: se você tem uma viagem certa, segura ou quer simplesmente guardar dólar e/ou outras moedas como investimento, vale a pena fazer o seu.

Agora, qual? O Visa Travel Money é aceito em praticamente todos os estabelecimentos internacionais que tenham bandeira Visa, claro, o que se resume a praticamente todos mesmo.

Dificuldade que encontrei: Apenas 3 moedas disponíveis (Dólar americano, Euro, Peso Argentino, Dólar Australiano e Libras Esterlinas). As demais moedas são recarregadas como num VTM, só que tem outro nome, você vai entender mais abaixo.

Positivo: Mesmo com apenas essas moedas, ele debita em outra moeda se você usar. Por exemplo, no Canadá sei que ele vai converter do dólar americano para o canadense. Só que aí vem o negativo…

Negativo: Nessa conversão, além da taxa de câmbio, é acrescida uma taxa da Visa de 2 a 3,75%! Sim, eu disse taxa Visa. Ou seja, o que parecia interessante, torna-se não tão vantajoso assim, uma vez que você entuba uma taxa variável da própria operadora. Da primeira vez que fui, usei esse sistema sem ter essa informação*, que inclusive precisei ligar duas vezes pra Central do VTM pra entender direito, vocês podem tentar se quiserem, o telefone é 4003-7666 (ligando do Brasil).

Star Cash

Uma derivação do VTM é o Star Cash, ele cobre , como o nosso querido dólar canadense de todo dia amém.

Positivo: Várias moedas em um ÚNICO cartão.

Dificuldade: Uma que venho enfrentando que não tinha com o VTM. Adquiri cada um em uma agência de câmbio diferente. O VTM sempre consegui negociar taxas em tempos de queda do dólar, etc. O Star Cash me sinto completamente nas mãos da agência, uma vez que não há valor negociável, mesmo quando proponho comprar uma quantia razoável, eles não reduzem o preço nem por um decreto! Claro que eles não têm obrigação nenhuma de negociar, mas vamos combinar que é uma prática que pode ajudar no relacionamento entre as partes.

Outros pré-pagos que valem a pena entender como funciona, saber suas opções pode ser o melhor caminho para economizar, para o bem da sua viagem.  Eu tentei entendê-los, mas como fiz outras escolhas, não tive experiência com eles, então preferi não copiar e colar texto dos outros aqui. J

Cash Passport

Global Travel Card (AMEX)

* Não sei se essa taxa se aplica também ao Star Cash quando debitado em moeda não carregada no cartão.

You may now travel to Canada

53 dias depois de dar entrada no processo de visto, finalmente, APROVADO! Em junho tudo muda de novo, dessa vez em Vancouver e no verão. O curso escolhido dessa vez está dentro do programa de Educação Continuada na Universidade de British Columbia, a segunda maior do Canadá. Serão dois meses com estudo e estágio. Na famosa carta de aceitação a UBC requer um visto de estudo/ trabalho, mesmo sendo menos de 6 meses. Depois de muito pesquisar na internet (e não encontrar nenhum blog que falasse de um caso assim, by the way) achei no site do Centro de Imigração Canadense uma parte onde dizia que, mesmo não sendo necessário, o estudante pode SIM requisitar um visto de estudo para cursos com menos de 6 meses. Recomendam também que você escreva uma carta explicando a razão pela qual está optando por esse tipo de visto. No meu caso, e acredito que seja a maioria, expliquei que pretendia realizar um curso maior após este, como um mestrado, por exemplo. É bom ficar ligado nas possibilidades que você tem em cada visto:

V1 – Visto de visitante para até 6 meses (turismo)

Sx – 1 – Visto de Visitante com permissão de estudos para até 6 meses (mediante apresentação de carta da escola)

S-1-Visto de Estudante para mais de 6 meses (mediante apresentação de carta da escola com matrícula por período igual ou superior a 6 meses de curso)

Sw-1- Visto de estudante para mais de 6 meses com permissão de trabalho (mediante carta da escola com matrícula em programas de estudo/trabalho com no mínimo 6 meses de duração)

Wx-1- visto de negócios (vai a trabalho, mas não para trabalhar )

W-1 – visto de permissão de trabalho (mediante contrato com empresa previamente autorizada pelo governo canadense e após o candidato ser aprovado no LMO (Labour Maket Opinion) ou HRSDC (Human Resources and Social Development Canada)

Fonte: http://rafacanada.com.br

Com tempo, resolvi fazer minha application via VAC (Centro de Requerimentos de Vistos), que terá um post especial, e 53 dias contados no calendário desenhado na parede (ok, menos) fui buscar o passaporte com meu visto lindinho lá colado. :)

Hora de atravessar a ponte

Eat Street: comendo podrão

Meu mais novo vício televisivo é o canal Fox Life. Depois do Travel & Living channel, é onde eu mais busco programas inspiradores sobre duas paixões: comida e viagens. Dia desses parei no Eat Street programa que mostra o talvez mais renegado estilo gastronômico por aqui: o podrão. O que consigo entender é que barraquinhas e vendedores esbanjando carisma não são o suficiente para fazer do comércio informal gastrônomico um verdadeiro sucesso.

É necessário inovar e manter a qualidade do serviço não importa a condição de tempo ou lotação. Organização também parece ser prioridade, porque fico imaginando que sem uma linha de produção não é possível servir o prato do jeito que esses caras servem.

Separei uma receita sensacional: bolinhas de arroz com curry! Há! Sensacional! Fiquei com água na boca quando vi esse episódio…

Eles têm um app disponível para Android e Iphone para você encontrar o Food Truck com chilli fries, hot dogs, ou o que quer que você deseja, que esteja mais perto! Coisa linda!

Bacon Wagon

Sanduíche de carne assada com queijo

Do Rio para Toronto. Oh, sorry.

Primeira experiência internacional não é mole não. Ainda mais sozinha. Em um momento você se dá conta de que se acontecer alguma qualquer coisa você não pode simplesmente ligar pra pessoa mais próxima e pedir ajuda. É difícil para uns, para outros é desafiador, é libertador. É por esse ângulo que eu tento imaginar.

Já faz um tempo que fui a Toronto, então pode ser que as lembranças mais fortes é que tenham se enraizado em mim, mas me recordo muito bem da luta entre a estranheza do lugar novo e seu conforto. Essas duas brigavam o tempo inteiro.

Como escolhi só ter aulas pela manhã, podia ficar o resto do dia fazendo passeios pela cidade toda… basicamente a pé. Pegava meu mapa e fazia os traçados na cabeça, me perdia, abria o mapa novamente, pensando sempre em repetir a cena do Joey em Londres:

– I might have to GO in the map!

Meu mapa lindo

O tempo inteiro sentia a diferença cultural, desde o atravessar a rua com o famoso sorry. Sim, sorry. Desculpas. All the time. Na primeira semana você acha bacana, quase se emociona com a educação alheia de pedir desculpas por esbarrar tão sutilmente em você. Porém, a partir da segunda semana enche a porra do saco. Não o bastante pra reclamar do pedido de desculpas, claro, aí é falta de educação. Mas incomoda esse verdadeiro excesso de zelo com alguém desconhecido.

Todo mundo fala do grande choque cultural quando voltamos. Cheguei tão anestesiada da dor (paradoxal) da volta que nem pensei sobre isso… Andava aérea no aeroporto (há) de Guarulhos, com a cabeça ainda na viagem, quando um sujeito apressado e mal educado deu um encontrão em mim. Nada de desculpas? Ok, ali estava meu choque cultural. Tinha voltado pra casa.

A tal da ansiedade

Ansiedade. Essa palavra se coloca ao lado da palavra viagens como se fossem duas peças de Lego. Seja qual for o destino, seja qual for o objetivo, elas se atraem. E quanto mais você vai cavando a viagem, organizando seus elementos, tirando uns, adicionando novos ingredientes, a querida amiga-de-todas-as-horas ansiedade chega, deixando até o chão tremer.

E como controla? Ou não controla? Como faz pra ansiedade não ativar seu poder letal de meter seus pés pelas suas mãos e estragar tudo ou atrasar tudo ou dificultar tudo? Uma só palavra sustenta esse castelinho de Lego: organização. Nunca fui uma pessoa organizada. Bem longe disso (mesmo), mas gosto tanto da ideia que por muitas vezes me coloquei nesse lugar de quem é organizado pra saber a sensação e lhes digo uma coisa: é maravilhoso! Planilhas, cronogramas, post-its, lembretes, calendários, marca-textos e tantos outros instrumentos que, aqui, só irão aliviar o peso que a ansiedade trouxe para suas costas.

Conheço casos reais que se resolveram com essa solução, mas o foco é essencial. Sem ele não há organização que se sustente por muito tempo. Faça listas, enumere prioridades, estabeleça prazos para você mesmo, anote na agenda, celular, onde for mais fácil. E siga-os. Adaptar um prazo ou outro é normal, você não pode dominar tudo, e acontece mesmo de algumas coisas não seguirem o fluxo que planejamos, mas não deixe a exceção virar regra, por isso proponha prazos cabíveis, nada de sonhar nesse momento, ponha pé no chão.

Com o passar dos dias, semanas, a sua ansiedade tende a baixar e ficarão apenas os conflitos de última hora – o que é normal – e como você não estará mais no desespero poderá cuidar deles com tranqüilidade.

É isso. Bom planejamento e uma excelente viagem! E se nada disso der certo, calmante natural também ajuda!

Texto escrito de mim para mim.